ENM busca reconhecimento às mulheres da comunidade jurídica

O Dia Internacional da Mulher é um dia marcado por reinvindicações de direitos e por visibilidade. O direito à educação é um deles. As mulheres começaram a conquistar os primeiros espaços na academia por volta de 1870. As duas primeiras juízas do Brasil, Thereza Grisólia Tang e Auri Moura Costa só chegaram ao cargo em 1939.

Outro exemplo é Myrthes Gomes de Campos, que foi a primeira mulher brasileira a exercer a profissão de advogada no Brasil. Mesmo sofrendo inúmeras resistências por seus pares, Myrthes bacharelou-se em 1898 e recebeu seu primeiro caso em 1899.

Hoje a realidade é outra. As mulheres brasileiras já são maioria dentro dos espaços de ensino superior. De acordo com Censo da Educação Superior de 2018, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as alunas representam 57% do total de matriculados em faculdades no país.

Elas também escrevem metade dos artigos científicos. O 50-50 alcançado pela academia brasileira é resultado de quase duas décadas de inclusão. Em 1996, apenas 38% dos artigos publicados haviam sido escritos por mulheres. Os dados são da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Mas, apesar da equidade alcançada, as mulheres ainda são menos citadas que autores homens em outros artigos. Um dos motivos que impactam o referenciamento de mulheres é o chamado leaking pipe: a participação das mulheres no mundo acadêmico, apesar de ser majoritária na graduação, diminui no mestrado e cai ainda mais no doutoramento – neles, homens têm cerca de 87% dos títulos.

Garantir o acesso de mulheres dentro dos espaços de aprendizado e à titulação acadêmica e jurídica é uma das bandeiras da Escola Nacional da Magistratura (ENM). Por isso, no Dia Internacional da Mulher, a escola lançou uma campanha para relembrar quem foram as mulheres que marcaram a trajetória acadêmica dos alunos, professores e comunidade jurídica do País.

No primeiro vídeo da série, conversamos com a professora da ENM Ana Claudia Santano, doutora pelo programa “Estado de Derecho y Buen Gobierno” (2009-2013) e mestre pelo programa “Democracia y Buen Gobierno” (2007-2008), ambos pela Universidad de Salamanca, Espanha. Confira o vídeo:

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