Ações formativas e novas parcerias nacionais e internacionais foram destaques
O vice-diretor presidente da Escola Nacional da Magistratura (ENM), desembargador Caetano Levi Lopes, apresentou as principais iniciativas educacionais da instituição nos últimos meses. Entre os destaques, estão os cursos de Formação de Formadores e as parcerias firmadas com renomadas instituições no Brasil e no exterior.
A apresentação ocorreu nesta quinta-feira (28), durante a reunião da Coordenadoria da Justiça Estadual da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), sediada na Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), em Florianópolis.
Segundo o desembargador, em 2025 já foram realizadas quatro edições presenciais do curso de Formação de Formadores (FoFo Brasil). Para ele, o modelo descentralizado tem proporcionado maior interação com magistrados de diferentes regiões do país.
“Sempre defendi a descentralização para facilitar o acesso dos colegas de outros estados. Nos cursos presenciais, conseguimos captar as expectativas e anseios dos participantes, o que aprofunda ainda mais a formação”, afirmou.
O magistrado também ressaltou as parcerias internacionais da ENM. Instituições de referência como as universidades de Stanford, Harvard e Complutense de Madrid promoveram cursos em conjunto com a escola neste ano.
No Brasil, a ENM ampliou a cooperação com escolas ligadas às associações regionais, com a Escola da Advocacia-Geral da União e com o Ministério dos Povos Indígenas, abrindo novas perspectivas de atuação.
“Estamos estreitando laços com entidades e órgãos do sistema de Justiça para diversificar nosso leque de cursos e especializações”, destacou.
Uma das iniciativas recentes é a parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para a criação do MBA em Inteligência Artificial, Direito Digital e Inovação. O convênio foi assinado em julho, na Reitoria da USP. O curso terá início em 18 de setembro, com aula inaugural em Brasília, e conferirá aos participantes certificado de pós-graduação pela USP.
“Este é um tema do qual não podemos nos afastar. A Inteligência Artificial já é uma realidade, e o MBA vai ampliar a discussão sobre o uso dessas ferramentas no Judiciário. É uma grande oportunidade para os magistrados”, concluiu o Desembargador Caetano Levi Lopes.
Henrique Bolgue (Ascom)