Chá com elas: Juízas afegãs acolhidas pela AMB falam sobre Judiciário do Afeganistão em seminário da Ejud-14

“Gratidão à AMB pela oportunidade que nos deram de ouvir essas magistradas”, afirmou a presidente do TRT-14, desembargadora Maria Cesarineide de Souza

O último dia de palestra da 2ª Edição do “Chá com Elas”, evento organizado pelo pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (Ejud-14), contou com a participação, nesta sexta-feira (11), de algumas das juízas afegãs acolhidas pela AMB, que vieram ao Brasil em 2021 após a invasão do Talibã ao Afeganistão. O evento começou no dia 7 de março e teve como objetivo ampliar o diálogo com a sociedade sobre temas relevantes para a luta feminina, a participação feminina no Poder Judiciário, na política e nas questões sociais do país.

A presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-14), desembargadora Maria Cesarineide de Souza, parabenizou a Ejud-14 pelos cinco dias de palestras e agradeceu à AMB por apoiar e facilitar a realização da palestra desta sexta-feira. “Gratidão à Associação dos Magistrados Brasileiros pela oportunidade que nos deram de ouvir as juízas afegãs. Por tudo que aprendemos nesses dias de Chá por elas, desejo que façamos a diferença para as pessoas e busquemos uma sociedade mais fraterna”, enfatizou.

Durante o seminário, as magistradas vindas do Afeganistão explicaram sobre temas como o surgimento da atual Constituição afegã, o conceito de democracia no Afeganistão e o modelo democrático praticado no país, além da estrutura do Tribunal Superior local e dos direitos das mulheres no Afeganistão.

As juízas também responderam a perguntas sobre o processo de saída forçada do país delas, após a invasão do Talibã. “A Associação Internacional de Juízes nos ajudou porque não nos sentíamos seguras após a chegada do Talibã. Somos muito gratos ao Brasil e a todos que nos ajudaram, especialmente os membros da AMB que nos acolheram na chegada ao país”, agradeceu uma delas.

Outra juíza afegã também demonstrou preocupação sobre as mulheres que permaneceram no Afeganistão após a chegada do grupo fundamentalista. “Depois de agosto de 2021, com a invasão do Talibã, não sabemos como será o futuro dos direitos femininos das afegãs”, destacou.

Também estiveram presentes durante a palestra, a secretária-geral da AMB, Julianne Marques, e o diretor-presidente da Escola Nacional da Magistratura (ENM), desembargador Caetano Levi.

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